Quarta-feira, Outubro 28, 2009

O fim...



Tudo tem um começo e um fim...
Acho realmente importante o que está entre estes dois pontos.
É um espaço, sem apresentações, sem despedidas, onde vivemos e disfrutamos com uma sensação eterna....

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Abertura


Fotos: Catarina Botelho

Ainda enrolado nas almofadas
tento lembrar-me de ficar deitado
não existes nos lençóis brancos
mas sinto-me abraçado, abraçado...

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

A Song For A Lover Of Long Ago

Sábado, Outubro 17, 2009

Nortada

Nortada é um espectáculo sobre as memórias da minha terra onde nunca vivi mas que guardo os mais fortes momentos de infância e adolescência.
Tudo nessa terra me é familiar apesar de tanta ser a distância e maior ainda a ausência.
Foi exactamente nesse lugar de confronto entre a incontornável distância e a profunda proximidade afectiva que nasceu, se desenvolveu e construiu esta peça.
Nortada situa-se num lugar invadido de nostalgia, de saudade, de intimidade.
Cada memória feita imagem é carregada de um simbolismo quase inocente como o olhar dessa criança que fui.
O cenário que nos reporta a dois espaços distintos, um exterior e outro interior está ao longo de toda a peça deliberadamente concentrado numa sala de jantar. Nesse local onde invariavelmente a família se junta.
Tudo nasce e se desenvolve a partir de uma refeição para no fim voltar a ela como um círculo sem fuga e aparentemente perfeito apesar de todas as vicissitudes.
Este espectáculo não teria sido possível sem o dedicado trabalho de observação e a capacidade de análise dos meus bailarinos perante uma tão complexo e delicado projecto.

Olga Roriz

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

Piano



"... Sei hoje como é perder a inocência
e conservá-la ainda num recanto
desta sala de espelhos onde vive
a luz da tua imagem..."

Retirado de "às cegas" by fernando pinto do amaral

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Cidadela Fashion

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Amália (É Hoje)



Silêncio!
Do silêncio faço um grito,
Que o corpo todo me dói.
Deixai-me chorar um pouco...

Sombra, à sombra,
A um céu, tão recolhido
De sombra assombrada
Já lhe perdi o sentido.

Ó céu!
É que me falta luz,
É que me falta uma estrela.
Chora-se mais,
Quando se vive atrás dela.

E eu,
A quem o céu esqueceu,
Sou eu que o mundo perdeu.
Só choro agora
Por quem morre e já não chora.


Solidão!
Que nem mesmo és sendeira,
Há sempre uma companheira:
Uma profunda amargura.

Ai, solidão!
Que me fora escorpião!
Ai, solidão!
E se mordera a cabeça!

Deus!
Já fui pra além da vida!
Do que já fui, tenho sede!
Sou sombra triste
Encostada a uma parede.

Adeus!
Vida que tanto duras!
Vem morte,
Que tanto tardas!
Ai, como dói
A solidão, quase loucura!