Sexta-feira, Junho 30, 2006
Quinta-feira, Junho 29, 2006
Quarta-feira, Junho 28, 2006
Terça-feira, Junho 27, 2006
Acordar

Vivo muitas vezes com o passado
e com pessoas que já não tenho.
Algumas palavras só agora me chegam.
Começo a beijar, a rir e a abraçar tudo o que me cabe ter...
Segunda-feira, Junho 26, 2006
Amanhã

A vida não me larga
O mundo não me foge
A estrada é grande e larga
E eu levo o albornoz
Caminho à luz do dia
Por campos e montanhas
E bebo a água fria
E a sede não me apanha
E o céu ali é lindo
Azul, e eu não resisto
Ao céu, ao céu profundo
Distante,
E eu insisto
Amanhã
Amanhã
Amanhã
Amanhã
From the album "Os Dias Da Madredeus"
Melhoras rápidas
Domingo, Junho 25, 2006
Donnie Darko




Donnie Darko é um adolescente de 16 anos que sobrevive a um bizarro acidente quando, depois de um desastre aéreo, o motor do avião aterra na sua cama. Depois disso, Donnie, até aí um adolescente aparentemente normal, que vive com os pais e com as irmãs, começa a ter visões aterradoras de um mundo terrível que lhe chegam surpreendentemente de um coelho gigante. Resta saber se são produto da sua imaginação galopante ou se denunciam a passagem para um mundo diferente. Este filme de culto, realizado por Richard Kelly e conta com Jake Gyllenhaal, Drew Barrymore, Jena Malone e Patrick Swayze nos principais papéis.
Donnie: Porque usas esse estúpido fato de coelho?
Frank: Porque usas esse estúpido fato de homem?
Jardim Zoológico, pela igualdade ou pela diferença

No centro de uma cidade nasceu uma jaula gigante, onde se foram juntando espécies variadas, desde a mais exótica à mais comum.
Fora das grades passavam curiosos e uns tantos que tentavam passar algum tempo das suas vidas vazias. Extasiados de tanto furor que se fazia passar dentro daquela jaula, esticavam suas línguas entre si, mordendo tudo o que viam recusando a introdução de novas espécies na sua cidade.
Cá dentro, a fauna é intensa, num vai e vem de cruzamentos onde quase se fazem notar as danças de acasalamento. Pena é o baixo ou quase nulo indíce de reprodução, mas nem assim estas variadas espécies desistem desses intensos rituais, acho que devido a isso, as estimulam ainda mais.
Estas espécies de cativeiro adaptam-se bem ao novo espaço e sentem-se em casa, fazem-se sentir por um desejo de um dia poderem pertencer a um mundo ao qual já pertecem, mas, ainda não o sabem, porque se sentem diferentes, porque tem plumagem de outras cores e tem caracteristicas muito próprias.
Num hábito quase depressivo, habitam em pequenas jaulas, implurando um reconhecimento de serem seres livres e selvagens, quando são elas que se trancam nessas jaulas e fecham as portas à sua liberdade.
É pena, quando vemos o grão de areia nos olhos dos outros, mas não vemos, a trave que se atravessa à frente da nossa cara...
Quinta-feira, Junho 22, 2006
Pavilhão Chinês

Em 1901 o Pavilhão Chinês vendia especiarias, cafés e chás. A ligação ao Oriente mantém-se apenas na lista variada de chás da China. Os armários que restam da antiga mercearia servem hoje para guardar os inúmeros objectos das várias colecções que se encontram nas cinco salas do bar: cerâmicas de Bordalo Pinheiro, soldadinhos de chumbo, aviõezinhos de brincar e artigos militares relacionados com as duas guerras europeias. As salas estão mais ou menos arrumadas por temas, mas ao mesmo tempo suficientemente "desarrumadas" para não parecer um museu, mas sim um espaço que tem muitas histórias para contar.
The Proposition

Um homem ao ser capturado pela lei, recebe uma proposta difícil de executar. Para salvar o irmão mais novo de uma pena de morte, tem que matar o outro irmão criminoso que anda à solta. Por entre as escolhas possíveis, a vida deste homem a partir deste momento resume-se por uma escolha mortal...
Realizado por John Hillcoat e com argumento de Nick Cave, é um western metafísico e violento passado no deserto australiano. Há decapitações, chicoteamentos, torturas, mas as lacónicas personagens que praticam estes actos também são capazes de citar poetas, discorrer sobre a harmonia da natureza ou buscar a redenção. Num filme com vários pontos de interesse (da fotografia ao elenco), o menor não é notar como Nick Cave insere admirávelmente o seu universo 'Antigo Testamento' na tradição cinematográfica do 'western desencantado'.
Don't you ever stop trying…

Queria fazer-te entender
que não quero ser seguido…
Gosto que os meus passos arrastem o meu silêncio,
e não quero que arrastem a sombra de ninguem…
Não espelhes o que faço nem o que digo,
pois percebo isso mesmo quando o espelho inverte as coisas.
Assim, só me mostras que tive razão em afastar-me
Será que nunca vais parar de tentar…
No vão de escadas

Aqui fico...
Esperando, enquanto me enervo de saudades.
Descarrego, descarrego quase tudo.
Começo a beber e a fumar...
E como estivesse à janela, descarrego o meu lado profundo.
Sinto-me assim.
Acho que outros dias de solidão virão...
Terça-feira, Junho 20, 2006
Frémito do meu corpo

Frémito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!
E vejo-te tão longe! Sinto a tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que me não amas...
E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas...
by Florbela Espanca
Segunda-feira, Junho 19, 2006
Vida (des)feita em metades

Como uma mão que vai ao fundo
tento aproveitar tudo até o fim,
e quero que seja sempre assim...
Sinto uma intensidade exercida sobre mim,
terei eu, capacidade de me entregar?
Com um meio bilhete para esta viagem,
terei eu, capacidade de encontrar?
Procuro numa metade,
onde está metade do meu coração
onde estou em todas essas metades
e que elas estão na minha outra metade.
Luto para que seja dividido,
de vida e de amor
de nós para nós mesmos.
Desfaço-me da metade que tinha,
para encontrar uma outra tua.
E com a metade de mim que sou,
monto um eu, inteiro,
esperando encontrar metade do teu coração.
By Peter Pan
Sábado, Junho 17, 2006
Tu és um pouco, de um louco que vejo...

O louco toca sem dedos
O louco beija sem boca
O louco fala de coisas que não entendemos
O louco entende aquilo que não dizemos
E Tu és um pouco desse Louco...
Adaptado - Kala_kazam
Sexta-feira, Junho 16, 2006
Eu sou?

Pergunto-me se sou louco
Quem me saberá dize-lo.
Pergunto-me mais, se estou são
E ainda mais, se eu sou mesmo eu...
Peter Pan
Quinta-feira, Junho 15, 2006
Hardy Candy



Hayley é uma adolescente de 14 anos, que combina um encontro com Jeff, um fotógrafo que conhece na Net.
Jeff consegue convencê-la a ir até ao seu apartamento e tudo parece estar a correr de acordo com as suas intenções, com Hayley a fazer misturas de bebidas e a tentar seduzir Hayley.
O plano acaba por correr mal e o feitiço vira-se contra o feiticeiro: Hayley resiste às investidas do fotógrafo e acaba por amarrá-lo e levá-lo a revelar o seu passado.

Quarta-feira, Junho 14, 2006
Cinco minutos de tudo

Dá-me por favor, cinco minutos de tudo...
Nesses dias quando tu acordas
e não tens ninguem ao teu lado.
Os meus braços movem-se devagar,
para o meu lado esquerdo
e para o meu lado direito,
e não está lá ninguém.
Para beijar-te ou para ouvir-te.
E tu saís da cama
Pensando nesses dias que precisas
e costumas falar e falar sobre isso tudo
Nesses dias quando caminhas até um bar.
E tentas manter conversa com outro alguém,
e não está lá ninguém.
Lá fora, podes sentar-te ou andar
e não está lá ninguém.
Cinco minutos de amor
Cinco minutos de ódio
Cico minutos, e vou tentar chamar o teu nome
Cinco minutos de paixão
E ninguém sabe o sitio certo para ir
Nenhum significado ou só em legitima-defesa, talvez
E tu sais daqui
Tu precisas de falar com alguém
E tu sabes que os problemas estão à espera
Pra lá da porta
Estão à espera
O relogio não vai parar
Mesmo que pare...
Cinco minutos de amor
Cinco minutos de ódio
Cinco minutos e vou tentar chamar pelo teu nome
De paixão
Cinco minutos de tudo
De tudo
Talvez queiras falar de questões antigas
Junto ao meu ouvido
Mas não me importam essas coisa tontas
Porque tudo o que eu preciso são cinco minutos de tudo.
By The Gift
Segunda-feira, Junho 12, 2006
Sorte electrónica
The Island Num ambiente totalmente controlado, os habitantes terrestres, levam vidas sem objectivo, supostamente protegidos de uma contaminação mundial resultante de um desastre ecológico. O objectivo das suas vidas baseiam-se numa hipótese de serem sorteados com uma viagem ao único local natural não contaminado na terra "A Ilha".
TUAREG CAFFÉ BAR

Um Chá no Deserto
Numa breve viagem a Marrocos, salpicada de pequenas outras tradições do Norte de Africa, viajamos em sabores, aromas e ritmos num ambiente exótico e relaxante.
Disfrutamos um sitio calmo acompanhado de música tradicional marroquina, onde fomos transportados ao mundo das 1001 noites.
Receita para esta viagem:
1 bailarina - Dança do Ventre
1 Chá – Sabor Paixão Turca
1 Narguilha – Tabaco sabor Morango
1 Grupo de Amigos (Rui, Cláudia, João e Hugo)
O convite fica feito, quero voltar a repetir…
Sábado, Junho 10, 2006
Ar Mutante

E em volta disso tudo,
o ar,
muito ar,
o ar que os outros respiram,
o ar que só tu sabes e respiras,
o ar,
sempre o ar.
Metamorfose

Minha metamorfose
Minha meta mor fosse
Minha meta
Minh A mor
Minha fossa
Minha meta mor
Fosse
Metamar
Amar
Met-amar-te
Met-amor-te
Meta-morte
Meta-amor-fosse
Meta-amor-fossa
Meta-amor-força.
Não se
Meta
Meta minha
Metonímia
Não se
Meta
Fique de fora
Meta-fora
Metáfora.
Quarta-feira, Junho 07, 2006
Soldado desconhecido

Por ti pátria,
amor,
amiga.
Luto numa batalha invisível.
Onde quase não cresço,
desapareço,
ofereço todo o meu espaço lúcido.
E do que me resta,
escondo-me no musgo,
tapo-me com uma mão…
És soldado, onde escondes a tua arma?
Ousas-me em perguntar.
Não me a vês nas mãos?
Como podes vela?
Se ela é feita do meu sangue e dedicação.
Não reconheces o esforço,
pois a obra está feita.
Falha-te a memória da estendida mão
e da minha presença (para ti) quase indiferente.
Dou-te a minha vida com vida,
quase todos os dias!
Será que nem assim vês,
que tento vencer esta guerra?
Neste momento,
poderá atravessar-me uma bala,
a cada instante que luto,
uma bala.
Essa bala que tu própria me disparas
pela luta em que luto por ti.
Mesmo assim quero ir até ao fim…
“Sempre que fui combater rastejei pelo chão
descarnado de alma, mas mantendo a calma
mas o esforço foi em vão…”
Tu sonhando,
arrogante,
com esse nome de pátria
Dizes-me que não me conheces…
Que sou desconhecido.
Apenas um…
Peter Pan
Segunda-feira, Junho 05, 2006
Five Minutes Of Everything

Give me please five minutes of everything...
Those days when you wake up
And there's no one by your side
My arm slides slowly to my left side
And to my right side, there's no one there
To kiss you or to hear you
And you go out of bed
Thinking in those days that you need
You used to talk and talk about
And everything that stops your attention
You used to talk, talk about
Everything
Those days when you walk at the bar
And try to keep a conversation with somebody else
And no one out there you could sit down or walk
There's no one there.
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes
I try to call your name
Five minutes of passion
And no one knows the right place to go
No meaning or just self-control maybe
And you walk out of there
You need to talk with somebody else
And to know the problems are waiting for
Outside the door
Are waiting for
The clock won't stop
And even if it stops
Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes
I try to call your name
Of passion
Five minutes of everything
Of everything
Maybe you want to talk about old questions
Right next to my ear
But I don't care about those silly things
Cause all I need is five minutes of everything
The Gift
Obrigado!

Pelas ruas e os prédios da cidade
As noites, as tardes e as manhãs
Pelas calçadas e as praias
Onde juntos caminhamos...
Pelos momentos de magia
Pura e simples
Pela paciência, pela companhia
Pela amizade e por tudo o mais
Que nunca saberei como agradecer...
Obrigado!
Sexta-feira, Junho 02, 2006
Suicídio

Sem me lembrar do que eu era antes, acordei na banheira, e perturbado, levantei o olhar para o tecto que não significava nada para mim, saí da banheira corri para a porta para tentar encontrar saída.
Descobri uma casa que me era completamente estranha.
O que eu então estaria lá a fazer?
De quem seria a casa?
Não fazendo caso dessas interrogações, saí porta fora onde estava um menino a andar de bicicleta cantando com uma voz suave, sem perturbações.
O miúdo andava às voltas na bicicleta passando junto a um cão que lhe ladrava, mas o miúdo com o rosto corajoso e firme, cada vez passava mais perto dele.
O que importava agora estar a olhar para aquele miúdo com tanta coisa para descobrir?
Mas alí havia algo de cativante que me despertava a atenção. A distância do miúdo ao cão era cada vez mais curta e quanto mais curta ficava, mais eu me reconhecia e me recordava de alguem que não chegou a existir. Simplesmente a minha existência. Como é que eu não existi? Se eu me estava a ver e a recordar a andar de bicicleta junto ao cão.
Assustado, corri para dentro de casa tentando voltar ao princípio, entrando dentro da casa de banho.
Aí, fugiu-me o pensamento e fiquei chocado com o que via, não podia ser, na banheira onde eu estive, estava agora um homem morto de pulsos cortados e o sangue correndo por entre os braços para o fundo que agora deixava de se ver, sobressaíndo o vermelho do sangue.
Sangue que me fora tão fiel e familiar, de alguem que renunciou a sua própria existência e deu um passo em frente como outro qualquer.
Tropecei em mim, olhei-me nos olhos, agarrei as minhas próprias mãos, senti a minha pele fria mas suave que me deixou sonolento como fosse partir para outro mundo.
Tentando resistir, localizei-me a mim próprio, pois era eu que estava na banheira e foram os meus braços que foram rasgados por laminas cortantes e fui eu que senti o coração a perder-se dentro de mim.
Fiquei contente, pois no meu pensamento fiquei a saber que algum dia existi.
Peter Pan
PS: por muita vontade que tenha tido para alterar algumas partes deste texto achei importante mante-lo original
Quinta-feira, Junho 01, 2006
Hunter by Bjork
If travel is searching
and home has been found
i'm not stopping
i'm going hunting
i'm the hunter
i'll bring back the goods
but i don't know when
thought that i could organise freedom
how scandinavian of me
you sussed it out, didn't you?
you could smell it
so you left me on my own
to complete the mission
now i'm leaving it all behind
i'm going hunting
i'm the hunter...
(you just didn't know me!)
(you just didn't know me!)

















